
Em comemoração ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado globalmente em 17/09, o Hospital Municipal de Cubatão (HMC) realizou, nos dias 8 e 9 de setembro, palestras de conscientização e promoção de cultura de segurança. O evento, sediado no auditório do 7º andar da unidade hospitalar, reuniu especialistas e colaboradores com o objetivo de reforçar o compromisso com um cuidado seguro para a vida.
A programação foi estruturada ao longo de dois dias para conectar teoria e atividades práticas. No primeiro dia do evento, os debates se centraram na gestão e aprendizado com eventos adversos e na comunicação transparente com paciente e família (Disclosure). A programação contou com a palestra sobre o tema ministrada pela professora e enfermeira Larissa Kosloff. No período da tarde, os participantes vivenciaram o treinamento imersivo “Kolapse Hospitalar”, uma dinâmica que simulou cenários críticos de tomada de decisão. O dia foi encerrado com a palestra online da especialista em segurança do paciente Vivian Miranda, abordando o aprendizado com o erro na prática assistencial.
No segundo dia, as atividades foram voltadas para a consolidação de uma Cultura de Segurança e Cultura Justa dentro do hospital. A palestrante Isadora Cavichiolli, enfermeira e consultora da área de qualidade, abriu o cronograma discutindo a forma como uma unidade hospitalar enxerga o erro e acolhe o profissional. Na sequência, a enfermeira especialista em qualidade, Gisele Ayres, ministrou uma palestra focada no acolhimento aos profissionais que sofrem após o envolvimento em um evento adverso. Os colaboradores participaram de mais uma rodada da dinâmica imersiva Kolapse Hospitalar e o evento foi finalizado com um debate geral e a entrega de certificados.
A coordenação do evento enfatizou que o principal objetivo da iniciativa é transformar os dados em ações práticas de melhoria, indo além da mera burocracia. “As ações que fizemos tem um propósito muito marcante de trazer a importância da segurança do paciente. O impacto de um evento adverso tem amplas consequências. Não é só fazer uma notificação, precisamos implementar melhorias, pois uma investigação só punitiva não cumpre o seu propósito”, afirmou Kevin Costa, supervisor de qualidade do Hospital Municipal de Cubatão.
Por sua vez, Gisele Ayres ressaltou que o acolhimento à segunda vítima, que é o profissional envolvido, é essencial. “Por conta disso procuramos explicar como deve ser o fluxo de acolhimento, porque errar é humano e ninguém está livre de viver essa realidade. Parabenizo o hospital pela iniciativa deste trabalho e pelas atividades relacionadas à segurança do paciente que foram promovidas”, declarou a enfermeira e especialista em qualidade.
Administrado pela Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD), em parceria com a Prefeitura do Município de Cubatão, o HMC tem se destacado pelo forte investimento no aprimoramento dos fluxos de assistência à saúde. O foco na segurança institucional garante que tanto os colaboradores quanto a população de Cubatão recebam um serviço de saúde pautado pela eficiência, humanização e proteção à vida.
O foco no bem-estar da equipe de saúde e na transparência dos processos foi amplamente elogiado durante o encontro. “Errar é humano, mas aprender é institucional. A cultura de segurança institucional tem que ser algo latente, rotineiro, dentro da instituição. Ouvir, aprender sobre segurança do paciente, cultura de segurança e cultura justa, por exemplo, fazem parte da nossa prática como profissional”, enfatizou Isadora Cavichiolli.



