Equipe apresenta estudo de caso sobre cuidado em rede e construção de territórios psicossociais para adolescentes em sofrimento psíquico

Na última sexta-feira (11), o CAPS IJ III Santana, gerenciado pela Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD) em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, participou do 3º Encontro de Integração em Saúde Mental na Infância e Adolescência, realizado no Teatro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Promovido pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IPq-HCFMUSP), o encontro reúne profissionais e serviços dedicados ao cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes, com foco na troca de experiências e na construção coletiva de estratégias de cuidado.
Convidada pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e pelo Instituto de Psiquiatria da USP, a equipe do CAPS IJ III Santana, formada por Julia Valim, Terapeuta Ocupacional; Flavia Nolasco, Assistente Social; e Eder Reis – Oficineiro, apresentou, em um dos simpósios do evento, o trabalho “Cuidado em Rede: João e a construção de territórios psicossociais”, estudo de caso sobre a continuidade do cuidado em saúde mental, de forma intersetorial e territorial, oferecido a um adolescente de 13 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 3 de suporte.
“Participar do encontro representa uma oportunidade muito importante para compartilhar práticas, aprender com outras experiências e contribuir para o fortalecimento de uma rede de atenção cada vez mais articulada, inclusiva e comprometida com o cuidado integral em saúde mental na infância e na adolescência”, declara Marcus Vinicius Gonzalez, gerente do CAPS IJ III Santana.
A experiência apresentada evidencia os esforços da equipe na construção de um cuidado colaborativo, articulado com diferentes atores e serviços do território. Mais do que responder às demandas de forma isolada, o trabalho parte da compreensão de que situações complexas de sofrimento psíquico na infância e na adolescência exigem a construção compartilhada de estratégias de cuidado, envolvendo a rede de saúde, a família, a educação, a assistência social e outros equipamentos e atores do território.
Nesse contexto, o caso apresentado dialoga diretamente com a proposta do encontro, que, em sua terceira edição, aborda as infâncias e adolescências contemporâneas a partir dos desafios relacionados ao sofrimento psíquico, ao território e à construção coletiva do cuidado. A programação também destaca a importância da articulação entre rede e universidade para a qualificação das práticas em saúde mental.
A experiência reforça a importância da construção de territórios psicossociais que promovam acolhimento, participação e inclusão da diversidade psíquica, reconhecendo crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e fortalecendo redes capazes de sustentar o cuidado em liberdade.
