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Menino de 1 ano atendido após picada de escorpião retorna ao Hospital São José para reencontro com equipe

2 set 2026

Socorrido pela Polícia Militar e levado à unidade de Itapuí, Thaylan recebeu soro antiescorpiônico e teve alta poucas horas depois; 12 dias mais tarde, voltou ao hospital em um encontro bem diferente

Equipe do hospital que prestou atendimento à criança ao lado da mãe e filho. Foto: SBCD.

Na noite de 15 de agosto, Thaylan Martins Borsolli, de apenas 1 ano, brincava no sofá de casa, em Itapuí, quando foi picado por um escorpião. Em poucos minutos, uma situação cotidiana deu lugar à urgência.

Assustados, os pais, Thais e Jonatan, tentavam socorrer o filho quando policiais militares que faziam patrulhamento nas proximidades ouviram os gritos da família e foram até a residência. Ao saberem o que havia acontecido, colocaram os três na viatura e seguiram para o Hospital Municipal São José, no interior paulista.

Entre a picada e o início do socorro, passaram-se menos de 15 minutos.

No hospital, administrado pela Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Itapuí, o atendimento teve continuidade. A recepcionista Lucia Elaine recebeu a família e acionou a equipe assistencial, formada pela médica Aline Turini, pela enfermeira Maria Carolina e pelos técnicos de enfermagem Cristiane, Huziel, Hosana e Daniela.

Após a avaliação, foram iniciados os procedimentos necessários e Thaylan recebeu o soro antiescorpiônico. O medicamento é utilizado no tratamento de determinados casos de envenenamento provocado por escorpiões do gênero Tityus (como o amarelo e o marrom). O menino permaneceu em observação e, poucas horas depois, pôde voltar para casa com os pais.

“Em situações como essa, cada minuto é importante. Nossa equipe está preparada para agir com rapidez e segurança, garantindo que o paciente receba o atendimento adequado desde a chegada até a alta. O trabalho integrado entre os policiais e os profissionais de saúde foi fundamental para o bom desfecho do caso”, afirma Karina Garcia, gerente do Hospital São José.

Uma volta ao hospital, mas por outro motivo

Doze dias depois, em 27 de agosto, Thaylan atravessou novamente as portas do Hospital Municipal São José. Desta vez, não havia sirene, urgência nem procedimentos.

Havia um presente esperando por ele.

A equipe que participou do atendimento preparou um kit de medicina de brinquedo para o menino. O reencontro foi uma forma de receber novamente a criança e a família em circunstâncias bem diferentes das vividas naquela noite.

Para Thais, a volta também trouxe a lembrança da angústia que sentiu ao perceber que o filho havia sido picado. Emocionada, ela agradeceu aos policiais que prestaram o primeiro socorro e aos profissionais do hospital que deram sequência ao atendimento.

Para a equipe, o reencontro permitiu acompanhar, agora fora do contexto da emergência, a criança que havia chegado à unidade em uma situação que exigia resposta rápida.

E, para Thaylan, o hospital que 12 dias antes havia sido cenário de uma noite difícil ganhou uma nova lembrança: desta vez, ele saiu de lá não depois de receber um medicamento, mas levando para casa seu próprio kit de médico.

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