SBCD

SBCD: a liderança feminina que inspira e transforma a gestão em saúde

25 mar 2026

Com 76% do quadro de colaboradores formado por mulheres, a instituição reflete o avanço feminino em cargos estratégicos e reafirma o compromisso com a humanização e eficiência no SUS

Sauma, Angelica e Nara – NHRP (PI)

O cenário da saúde no Brasil atravessa uma mudança histórica. Segundo levantamento da CBEXs (Colégio Brasileiro de Executivos de Saúde), e publicado pela Folha de S.Paulo em dezembro de 2024, a representação feminina em cargos de liderança no setor subiu de 44% para 51% em apenas dois anos. Na Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD), essa tendência não é apenas uma estatística, mas um pilar fundamental da identidade institucional.

Atualmente, dos 7.188 colaboradores em regime CLT da SBCD, 5.508 são mulheres. Elas ocupam 213 postos de gestão, além de formarem a base da assistência com 3.760 profissionais e 1.535 em áreas administrativas. Ao todo, considerando todos os modelos de contratação, a SBCD conta com mais de 11 mil colaboradores, onde a força feminina é o motor que impulsiona o cuidado em diversos estados brasileiros.

Protagonismo na Atenção Primária: A base do cuidado

Na Atenção Primária à Saúde (APS), onde o vínculo com a comunidade é essencial, a liderança feminina se destaca pela capacidade de integrar território e gestão.

Na zona norte de São Paulo, a gerente da UBS Vila Albertina, Marcia Kelly, conta com uma trajetória iniciada como Agente Comunitária de Saúde em 2000. Hoje, ela gerencia uma unidade que realiza 15 mil atendimentos mensais. Para ela, o diferencial feminino está na valorização da decisão compartilhada.

Daniela Araujo – AME CRI Norte

Em Cubatão, no litoral paulista, Liliane Nunes é a coordenadora da USF Vila Esperança II. Assistente social de formação, coordena uma unidade com 6 mil atendimentos mensais, destacando que a liderança feminina qualifica o cuidado por meio da escuta ativa.

No Piauí, na capital Teresina, Nayana Camuri coordena o Centro Especializado de Atendimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (CETEA). Enfermeira e mãe atípica, Nayana une sua vivência pessoal à gestão técnica de um centro especializado em autismo, realizando 2.500 atendimentos mensais.

“A SBCD reconhece e valoriza a contribuição das mulheres que, com competência e sensibilidade, fortalecem diariamente a gestão em saúde”, afirma Estela Santana, superintendente de APS na SBCD, reforçando que esse perfil de liderança constrói ambientes mais colaborativos e engajados.

Agilidade e sensibilidade na Urgência e Emergência

Nos serviços de média complexidade, o desafio é equilibrar a assertividade necessária para salvar vidas com o acolhimento humanizado.

À frente de uma equipe de 434 profissionais e 18 mil atendimentos mensais, Danielle Moraes é a gerente da UPA Jaçanã, na zona norte paulista. Ela destaca a inteligência emocional feminina como um diferencial para criar ambientes colaborativos.

No Ambulatório Médico de Especialidades Centro de Referência do Idosos da Zona Norte (AME CRI Norte), localizado dentro do Complexo Hospitalar do Mandaqui, também em São Paulo, Daniela Araujo possui 19 anos de experiência. Ela gerencia o AME CRI que atende 20 mil idosos por mês, focando na eficiência operacional sem perder a sensibilidade da escuta.

No Nordeste do país, Thalita Albano coordena a Central de Diagnósticos de Picos (PI), que promove o atendimento de 3.500 pacientes mensais. Thalita ressalta que, na SBCD, a competência feminina é a regra e não a exceção.

A Dra. Tassiana Diaz, superintendente de Urgência e Emergência e Rede Ambulatorial da SBCD, observa que a trajetória feminina, e no seu caso, de hematologista pediátrica a superintendente, favorece a mediação de conflitos e o foco no cuidado centrado no paciente.

Danielle Moraes – UPA Jaçanã

Excelência e visão estratégica na rede hospitalar

No âmbito hospitalar, a gestão feminina garante que a expansão dos serviços ocorra com rigor técnico e olhar atento aos detalhes. No Piauí, Novo Hospital Regional de Picos (NHRP), a trindade da administração hospitalar é feita por mulheres, um dos grandes exemplos de protagonismo feminino na Caminho de Damasco.

“Sinto grande orgulho em fazer parte da gestão de uma unidade que já é referência em qualidade e humanização, onde nossas contribuições são reconhecidas e existem caminhos claros para avançar na carreira, destaca Sauma Guimarães, gerente Administrativa do hospital.

Já para a Angelica Carneiro Sousa Luz, gerente Assistencial, “a liderança feminina une competência técnica, sensibilidade e visão estratégica, integrando resultados assistenciais com uma visão humanizada do cuidado ao paciente”.

É o que também comenta a Dra. Nara Barros, diretora Técnica do NHRP. “Ao ocupar posições de liderança, as mulheres demonstram que sua competência vai muito além do espaço doméstico, transformando os espaços que ocupamos com força e capacidade de cuidar”, diz.

Segundo Ana Lucia Barbosa de Moraes, superintendente de Planejamento e Gestão, a liderança feminina na SBCD é fortalecida pela capacidade de articulação. “A percepção atenta das necessidades dos territórios qualifica a organização dos processos de trabalho e fortalece o SUS”, pontua.

O presidente da SBCD, Luis Antonio Picerni Herce, destaca que a presença feminina tem sido uma das grandes forças para o crescimento da instituição. “Na Caminho de Damasco, entendemos que a liderança feminina não é apenas uma questão de representatividade, mas um ativo estratégico fundamental. Nossas gestoras e colaboradoras trazem uma combinação rara de rigor técnico, resiliência e humanidade. Valorizar a mulher na saúde é, acima de tudo, garantir que o potencial de transformação e cuidado da nossa organização chegue com excelência a cada cidadão que atendemos”, finaliza.

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