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Com grupo de memória, UBS na Zona Norte tem estimulado a cognição e o fortalecimento de vínculos entre idosos

6 mar 2026

A iniciativa da UBS Dona Mariquinha Sciáscia tem promovido atividades semanais incentivando a socialização, a memória e a qualidade de vida da população idosa na região

Grupo de memória da UBS Dona Mariquinha Sciáscia. Foto SBCD.

A perda de memória é uma das alterações mais comuns associadas ao processo de envelhecimento. Com o objetivo de estimular, preservar e promover as funções cognitivas da população idosa, a Unidade Básica de Saúde (UBS) Dona Mariquinha Sciáscia, localizada na Zona Norte de São Paulo, passou a desenvolver o Grupo de Memória.

A unidade, administrada pela Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, realiza semanalmente encontros com idosos que passaram por uma avaliação prévia na unidade. No grupo, formado por pessoas entre 60 e até 80 anos, os participantes apresentaram queixas relacionadas à memória e, dessa forma, são acompanhados por uma equipe multiprofissional composta por fonoaudióloga, assistente social e nutricionista.

Os encontros acontecem todas as sextas-feiras, das 8h30 às 9h30, utilizando o espaço da Paróquia São Pedro, localizada bem próxima da unidade e utilizada como equipamento comunitário de apoio às ações da UBS Dona Mariquinha Sciáscia. A iniciativa tem como foco o estímulo cognitivo, contemplando diferentes domínios, como:

  • Memória de curto e longo prazo;
  • Atenção e concentração;
  • Raciocínio lógico;
  • Habilidades numéricas;
  • Processos de memorização, evocação e associação.

As atividades são planejadas de forma lúdica, funcional e adaptadas ao nível cognitivo dos participantes. Entre as práticas realizadas estão exercícios de memória, atividades de atenção e concentração, raciocínio lógico, desafios com números e jogos de associação.

Idosas realizam atividade do grupo. Foto SBCD.

Marli Regis, de 66 anos, participante do grupo, conta como as atividades têm contribuído para sua rotina. “Eu entrei no grupo logo que começou, por encaminhamento da fonoaudióloga, para melhorar minha memória e minha atenção. Desde que comecei a participar, percebi minha memória mais ativa. Consigo lembrar mais de coisas do passado e também do dia a dia”, relata.

Outro benefício importante da iniciativa é a redução do isolamento social, além da melhora do humor e do maior engajamento nas atividades cotidianas. Marli destaca que o grupo também é um espaço de convivência. “Nós fazemos muitas atividades em grupo, então conseguimos conversar bastante e conhecer novas pessoas. Acabei fazendo muitas amizades. As profissionais que nos acompanham também são muito boas e atenciosas”, afirma.

A fonoaudióloga Bianca Martins Castro, responsável pela condução do grupo, ressalta que alguns cuidados são fundamentais para preservar a memória ao longo do tempo. “É importante manter uma rotina ativa, com estímulos cognitivos frequentes, como leitura, jogos e conversas. Também é essencial cuidar da alimentação, do sono e manter uma boa hidratação. A prática de atividade física, dentro das possibilidades de cada pessoa, contribui muito para a qualidade de vida. Além disso, manter ou criar novos vínculos sociais e participar de grupos também tem um papel importante”, explica.

Com quase um ano de existência do grupo de memória na UBS, a gerente da unidade, Nelice Lopes, explica que iniciativas como essa fortalecem o cuidado com a população com mais idade. “O grupo contribui para a manutenção da autonomia, da funcionalidade e da qualidade de vida dos idosos, ajudando a preservar algo tão importante em nossas vidas como a memória. A iniciativa está alinhada aos princípios do SUS, da SBCD e também do município de São Paulo ao promover saúde e valorizar o cuidado integral, interdisciplinar e territorializado da população idosa”, conclui.

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