Atividade realizada pelo CER II, UBS e APD Jaçanã durante o Janeiro Roxo destacou prevenção, tratamento gratuito pelo SUS e enfrentamento da estigmatização

A equipe do Centro Especializado em Reabilitação (CER II) Jaçanã, em parceria com a Unidade Básica de Saúde (UBS) e a Estratégia Acompanhante de Saúde da Pessoa com Deficiência (APD) Jaçanã, localizados na Zona Norte de São Paulo (SP), realizou uma ação de conscientização e enfrentamento à hanseníase em alusão à campanha Janeiro Roxo. A iniciativa incluiu uma caminhada e um momento de orientações, com distribuição de panfletos informativos à população.
As unidades são administradas pela Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, e reforçaram, durante a ação, a importância da informação e do diagnóstico precoce da doença.
A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa que afeta a pele e os nervos periféricos. A transmissão ocorre pelas vias respiratórias, por meio de secreções nasais, gotículas da fala, tosse ou espirro, não sendo transmitida por abraços, beijos ou pelo compartilhamento de talheres.
Entre os principais sinais e sintomas da hanseníase, destacam-se:
- Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, geralmente com perda de sensibilidade ao calor, frio, dor e tato;
- Sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades;
- Áreas da pele aparentemente normais, mas com alterações na sensibilidade e na secreção de suor;
- Presença de caroços ou placas em qualquer região do corpo;
- Diminuição da força muscular, com dificuldade para segurar objetos.

A hanseníase tem cura, e o tratamento é totalmente gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Pessoas em tratamento regular ou que já receberam alta não transmitem a doença. Em caso de suspeita ou aparecimento de sintomas, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais rápido e eficaz é o tratamento.
Para Priscila Domenica, gerente do CER II Jaçanã, ações como essa são fundamentais para mobilizar a população e combater o estigma histórico associado à doença. “Ainda existe muito preconceito e desinformação em torno da doença, o que faz com que muitas pessoas deixem de procurar ajuda por medo ou vergonha. Precisamos falar sobre a hanseníase de forma clara e responsável, reforçando que ela tem cura e que o diagnóstico precoce faz toda a diferença no tratamento para evitar sequelas e garantir qualidade de vida ao paciente. Por isso, é essencial que as pessoas não se isolem nem escondam o diagnóstico, mas procurem os serviços de saúde e sigam o tratamento corretamente”, afirma.
Iniciativas como essa reforçam o compromisso das unidades de saúde e da SBCD no enfrentamento da hanseníase, promovendo informação, cuidado em saúde e o combate ao preconceito e à estigmatização.