
No décimo primeiro episódio da terceira temporada do Fala SBCD, promovido pela Sociedade Brasileira Caminho de Damasco em alusão ao Setembro Amarelo, o psicólogo e assessor técnico João Lemos abordou a complexidade desse cenário contemporâneo. Em pauta, discutiu-se como o uso da inteligência artificial por vezes funciona como um diário moderno para dar vazão às angústias cotidianas, mas sem substituir o valor insubstituível do acolhimento humano e profissional.
Com a transformação digital acelerando a forma como nos comunicamos, novos desafios surgem para o bem-estar psicológico da sociedade. Em um cenário onde a solidão e a ansiedade ganham espaço, cresce o número de pessoas que recorrem às telas e a ferramentas de inteligência artificial em busca de escuta, suporte emocional ou simplesmente para desabafar. Embora o avanço tecnológico traga praticidade, ele também levanta questões fundamentais sobre os limites da automação quando o assunto é o cuidado com a saúde mental.
A conversa também destacou a importância de observar os sinais sutis de sofrimento psíquico no dia a dia. Muitas vezes, alterações de comportamento, perda do interesse por atividades prazerosas e o isolamento gradual passam despercebidos, reforçando a necessidade de cultivar vínculos interpessoais sólidos e canais abertos de diálogo na família, no trabalho e na comunidade.
Por fim, o diálogo ressaltou a estrutura da rede pública de saúde e a relevância de combater os estigmas associados aos cuidados com a mente. Para além das redes virtuais, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte especializado por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Buscar ajuda é um passo legítimo e essencial para a construção de um futuro com mais bem-estar e qualidade de vida.
Confira o episódio completo: