SBCD

Combate à violência contra a pessoa idosa: reconhecer para proteger

20 out 2026

Campanhas como Outubro Prateado e Junho Violeta reforçam a importância de identificar maus-tratos e fortalecer a rede de proteção à pessoa idosa

O segundo episódio da terceira temporada do Fala SBCD, podcast da Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD), abordou o combate à violência contra a pessoa idosa. A convidada foi Denise Gonçalves, assistente social do Ambulatório Médico de Especialidades Centro de Referência do Idoso da Zona Norte (AME CRI Norte), administrado pela SBCD em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Durante a conversa, Denise destacou diferentes formas de violência, incluindo agressões físicas e psicológicas, abusos financeiros, negligência, autonegligência e uso indevido de medicamentos para alterar o comportamento do paciente.

A garantia dos direitos e da dignidade da população idosa é um compromisso social urgente. Em um cenário onde a expectativa de vida cresce a cada ano, observa-se também um alarmante aumento no número de denúncias de violência praticadas contra esse público. Diante dessa realidade, campanhas como Junho Violeta e como Outubro Prateado (campanha nacional de conscientização com foco na valorização da pessoa idosa, na promoção do envelhecimento saudável, na garantia de autonomia e na conscientização contra a violência à população idosa), ganham papel fundamental para ampliar o debate, conscientizar a sociedade e fortalecer as redes de proteção e acolhimento.

Identificar os sinais de que algo está errado é o primeiro passo para conter abusos. Alterações repentinas de comportamento, perda rápida de peso, isolamento social ou o medo excessivo na presença de determinados familiares ou cuidadores são alertas que não devem ser ignorados. Nesses contextos, a escuta atenta, o acolhimento qualificado e a articulação dos serviços de saúde e assistência social mostram-se essenciais para romper o ciclo de sofrimento e restaurar o bem-estar do indivíduo.

A proteção e a promoção da saúde mental e física dos idosos dependem da união de forças entre a comunidade e o poder público. Casos suspeitos ou confirmados devem ser reportados por meio de canais oficiais, como o Disque 100, delegacias e órgãos especializados. Adicionalmente, programas integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo como exemplo o Programa Acompanhante do Idoso (PAI) e das equipes do Melhor em Casa, desempenham papel determinante ao oferecer suporte contínuo diretamente nos domicílios, garantindo que o envelhecimento ocorra com respeito, segurança e dignidade.

Confira o episódio completo:

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